terça-feira, 4 de agosto de 2020

Notas de pensamentos aleatórios

A pandemia do novo coronavírus jogou a mim e a minha família em um profundo e longo isolamento social autoimposto.

Moramos em uma casa com um pátio grande. Temos espaço para circular, além de termos cães e gatos, todos nós passamos algum tempo brincando com nossos amigos de quatro patas. Ora estou brincando com algum gato, ora estou de brincadeira com meus cães.

Mas o dia é longo e sempre tem muita coisa par fazer aqui em casa. Acordamos e já vamos arrumando a casa, varrendo, tirando o lixo pra fora, preparando o café da manhã o almoço… A lista de afazeres é grande e por causa do isolamento se tornou repetitiva.

Das coisas individuais que faço para passar o tempo, entre um afazer e outro aqui de casa, ponho a leitura em dia. Por vezes leio um gibi novo ou antigo, as prateleiras estão cheias deles, outras vezes leio, ou releio, algum livro de minha biblioteca, a maioria está encaixotada, mantenho os mais queridos por perto para consulta, mas sempre tem algo novo para ler.

Quando não estou lendo ou fazendo alguma coisa para a casa estou estudando tudo que posso sobre Produção de audiovisual, sobre cinema e educação e principalmente produção de cinema na escola, como ferramenta didática.

Mas o que ocupa mesmo meu tempo são os meus projetos de documentários e filmes de ficção de curta metragem. Ao longo desse momento de isolamento a criatividade aflorou, desenvolvi ideias que logo coloquei em prática, filmando, editando, finalizando…

Passo um bom tempo do dia buscando desenvolver o olhar filmando o que posso, tanto dentro de casa quanto no pátio. Filmo as plantas, árvores, a rua, a chuva, busco ângulos e enquadramentos que criem uma estética bacana. Estou sempre buscando aprender mais sobre edição de vídeo e áudio, recentemente resolvi tentar aprender a mixar uma música… Na edição, busco sempre estudar o meu editor de vídeo.


Mas quando não estou fazendo nada disso que listei, eu estou trabalhando com madeira, uma paixão que redescobri a algum tempo e tem me servido como terapia… Trabalhar com madeira tem um efeito calmante em mim, dentro da concentração, que é necessária, para se trabalhar com madeira e as ferramentas elétricas que se usa eu encontro paz. Não sei descrever com mais profundidade que apenas paz. Ora estou fazendo tacos, ora são tábuas de corte e em outros momentos apenas estou desenhando na madeira, gosto de pintar personagens da cultura pop direto na madeira.

Mas é claro que não poderia deixar de falar das interações virtuais com meus amigos e amigas. Parte essencial para se manter a sanidade, além da arte, é a amizade. Aos meus amigos e amigas, meu muito obrigado! Amo todos vocês!!

Bom, meus dias no isolamento são assim, e o de vocês?

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