A pandemia do novo coronavírus jogou a mim e a minha família em um profundo e longo isolamento social autoimposto.
Moramos
em uma casa com um pátio grande. Temos espaço para circular, além
de termos cães e gatos, todos nós passamos algum tempo brincando
com nossos amigos de quatro patas. Ora estou brincando com algum
gato, ora estou de brincadeira com meus cães.
Mas o dia é longo e sempre tem muita coisa par fazer aqui em casa. Acordamos e já vamos arrumando a casa, varrendo, tirando o lixo pra fora, preparando o café da manhã o almoço… A lista de afazeres é grande e por causa do isolamento se tornou repetitiva.
Das
coisas individuais que faço para passar o tempo, entre um afazer e
outro aqui de casa, ponho a leitura em dia. Por vezes leio um gibi
novo ou antigo, as prateleiras estão cheias deles, outras vezes
leio, ou releio, algum livro de minha biblioteca, a maioria está
encaixotada, mantenho os mais queridos por perto para consulta, mas
sempre tem algo novo para ler.
Quando não estou lendo ou fazendo alguma coisa para a casa estou estudando tudo que posso sobre Produção de audiovisual, sobre cinema e educação e principalmente produção de cinema na escola, como ferramenta didática.
Mas o que ocupa mesmo meu tempo são os meus projetos de documentários e filmes de ficção de curta metragem. Ao longo desse momento de isolamento a criatividade aflorou, desenvolvi ideias que logo coloquei em prática, filmando, editando, finalizando…
Passo
um bom tempo do dia buscando desenvolver o olhar filmando o que
posso, tanto dentro de casa quanto no pátio. Filmo as plantas,
árvores, a rua, a chuva, busco ângulos e enquadramentos que criem
uma estética bacana. Estou sempre buscando aprender mais sobre
edição de vídeo e áudio, recentemente resolvi tentar aprender a
mixar uma música… Na edição, busco sempre estudar o meu editor
de vídeo.
Mas
quando não estou fazendo nada disso que listei, eu estou trabalhando
com madeira, uma paixão que redescobri a algum tempo e tem me
servido como terapia… Trabalhar com madeira tem um efeito calmante
em mim, dentro da concentração, que é necessária, para se
trabalhar com madeira e as ferramentas elétricas que se usa eu
encontro paz. Não sei descrever com mais profundidade que apenas
paz. Ora estou fazendo tacos, ora são tábuas de corte e em outros
momentos apenas estou desenhando na madeira, gosto de pintar
personagens da cultura pop direto na madeira.
Bom, meus dias no isolamento são assim, e o de vocês?











