sábado, 19 de dezembro de 2015

Carta de um soldado para sua amada


Lembrar é o que ando fazendo ultimamente. Aqui, neste campo de batalha a qual me encontro, mesmo diante de todo o horror que vejo, meus companheiros morrendo de todas as formas possíveis e imagináveis, estou a lembrar de ti…
Mas o que estou a lembrar? Oras, lembro de você, ao menos o que a minha memória idealizou de você, neste caso lembro de teu sorriso de canto com uma certa dose de malícia e ironia, sempre gostei dele, seu olhar… Há, o seu olhar, este sempre me fascinou. Um olhar com fogo, mas sempre discreto. Mas não fico só neste detalhes, que muitos podem achar superficial, mas me aprofundo nas lembranças de sua personalidade. Mulher forte sob todos os aspectos que posso me lembrar. Muito briguenta, ao menos comigo, não posso dizer que não gostava, pois sempre gostei deste teu jeito irritadiço de muitas vezes, mas sábia ser amorosa, de fato não muito, mas sabia, isso, no entanto, só me fazia ter maior admiração e desejo por ti.
Pois bem, é está lembrança que tenho de ti que me faz persevera nessa guerra absurda, onde a vida humana nada vale, teu sorriso me acompanha, é ele que me faz seguir em frente, é o desejo de vê-lo novamente a um palmo de meu rosto, preste a te beijar mais uma vez, que me motiva a seguir em frente. A esperança de te reencontrar!!

Escuridão

A escuridão me cerca!

Ela está vindo de todos os lados, não vejo por onde ou para onde posso ir numa tentativa de fuga...

A escuridão me cerca!

Fecho os olhos numa vã tentativa de quando abri-los estarei em meu quarto deitado na cama em plena segurança... Mas nada disso funciona.

A escuridão me cerca!

Por fim, ao perceber que tudo que eu faça para escapar da escuridão nada frutifica, faço o que tem que ser feito, coloco-me firme frente a escuridão e me vou em direção a ela sem medo, o que tiver depois dela é melhor do que estar nela!