A
exuberância da mãe Gaia esta em pleno vapor...
Porto
Alegre.
É
uma cálida manhã de primavera, o
inverno terminou no calendário, mas seu frio ainda perdura,
Sophia observa o andar do amanhecer pela janela de sua cozinha com
uma caneca de café bem forte na mão, como seu pai havia lhe
ensinado quando era criança.
Lá
fora os primeiros sinais da primavera são observados por Sophia, ela
vê o sol brilhar mais intensamente, o desabrochar ainda receoso de
algumas flores o retorno das folhagens verdes em algumas arvores, o
cantar dos pássaros... A vida volta a ter graça pensa ela.
Tal
pensamento não é a toa, a sua vida passou por uma miríade de
emoções ao longo de todo o inverso. A lembrança esta viva como que
tivesse sido ontem todo o sofrimento que passou, noites sem dormir
uma dor lancinante e constante em seu coração.
A
lembrança é forte, difícil de esquecer tudo o que ocorreu, o
termino de seu relacionamento de forma tão banal e estupida... Como
pôde – lembrou ela franzindo a sua testa – uma pessoa que
conviveu com você praticamente todos os dias por quase dois anos
simplesmente tomar a atitude que tomou?
Pobre
jovem, uma pancada dessa, em alguém que teve seu primeiro
relacionamento serio não é algo fácil de se superar, perdeu as
estribeiras no trabalho... Condições nenhuma tinha ela de trabalhar
com o que trabalhava, fez a coisa mais sensata que pode pensar
naquele instante perturbador, pediu demissão.
Nos
dias seguintes, para falar a verdade nos meses seguintes, o
sofrimento não diminuiu, muito pelo contrário, quase não comia –
perdeu muito peso – pensou, mais de uma vez, em acabar com a
própria vida, mas não por não aceitar o fim de seu relacionamento,
mas sim pela vergonha de ter tido o fim que teve e não ter visto os
sinais.
Seus
amigos, Ah, seus amigos, se não fosse por eles tudo teria sido
diferente, a família ajudou muito, mas o que realmente fez a
diferença fora os seus amigos, pessoas maravilhosas que quando viram
Sophia cair não a deixaram passar por tudo isso sozinha, estenderam
a mão e ela agarrou-se com todas as forças, pois sabia que sozinha
não conseguiria levantar-se.
Mas
está, é uma história que ficou no passado, trouxe grandes lições
para Sophia, a tornou mais forte, como diz a máxima de Friedrich
Nietzsche “Aquilo que não me mata, só me fortalece” acabou por
tomar como lema de vida tal máxima.
-
Vai perder o ônibus menina!!!
Com
sua atenção chamada seus pensamentos se desfazem instantaneamente,
seu café forte esfriou, ela toma assim mesmo, faz careta por engolir
aquele café forte e frio, pega sua bolsa, que mais parece uma mala
de tão grande, e sai as pressas.
Em
seu trajeto para o trabalho, com o sol da primavera aquecendo seu
rosto através da janela do seu ônibus Sophia perde-se em seus
pensamento mais uma vez. Desta vez não mais relembrando as mazelas
que vieram a tona logo pela manhã, mas sim é tomada por pensamentos
de retomada, de reconstrução, assim como a primavera é um recomeço
para a fauna e a flora.
Do
fundo do coração ela sente que, juntamente com a natureza, este é
o momento de seu recomeço. Sophia então levanta-se do assento
dirige-se para descer do ônibus é a quinta e ultima pessoa a descer
do ônibus. Ao sair de sua condução ela para, olha para o céu
limpo, azul e ensolarado respira profundamente abre um grande e belo
sorriso e segue seu caminho sabendo que novas experiencias, boas e
ruins estão a sua frente.

Este conto, se é que posso chama-lo assim, serve de inspiração, ao menos quando escrevi estava com este desejo em mente.
ResponderExcluirPS: Qualquer semelhança com a realidade e pessoas reais é mera coincidência.
Achoe que vais virar um ídolo teen, se que me permite a crítica. Continue escrevendo. Um grande abraço.
ResponderExcluirNão tenho pretensão de virar ídolo teen, mas com toda a certeza continuarei a escrever. meus contos e crônicas sempre tem relação, de uma forma ou de outra, comigo e com o mundo atual, poe mais que o que eu escreva possa ser fantasioso. hehehe
ExcluirAquele abraço Peter.
PS: Obrigado poe ler meu conto.
somos todas Sophia
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